Opinião - Economia

Harri Gervásio: Politica X Economia

Por farrapo.rs
09/10/2017 13:49
 

Muitas teorias, estatísticas e cálculos foram desenvolvidos tentando avaliar a correlação entre as ações politicas e o desempenho da economia. Os gestores públicos que foram eleitos pelo voto, detém o poder de tomar decisões importantes no que se refere à alocação de recursos bem como a administração destes. As variáveis macroeconômicas tem uma alta dependência dos investimentos e decisões do setor público, mais ainda quando assume tarefas que seriam do setor privado. Esta é uma das características da economia brasileira que fica refém dos políticos. É denominado do poder da caneta, ou seja, quem tem a caneta manda e desmanda. Quase sempre ficou comprovado que quando existe estabilidade politica a confiança dos agentes econômicos aumenta, mas quando vem às crises e desacertos todos se encolhem esperando o passar da tormenta. Nas incertezas os investimentos diminuem e a economia para e, até em determinados casos, anda para trás como aconteceu recentemente aqui no Brasil, onde amarguramos mais de dois anos de recessão. E aí ficou evidente a alta influencia da crise politica que se abateu neste país culminando com o impeachment do presidente, manifestações populares, tumultos, ninguém sabendo o que poderia acontecer no momento seguinte. A renda per capita caiu aos níveis de 2013, com alto desemprego e todos tentando levar o barco da melhor forma possível. Aconteceu o que tinha que acontecer, uma má gestão influiu decisivamente na queda dos agregados econômicos motivando crise politica e insatisfação social. A politica traçou o caminho da economia!

Economia X Politica
Em função de a politica depender de um grupo de apoio para chegar e se manter no poder, os empresários  e indivíduos sempre foram fundamental no processo eletivo. Isto vem desde sempre, mas o que se vê no Brasil é que estes “apoios” se tornaram decisivos nos resultados, fazendo com que o toma lá, da cá representasse o desaparecimento da democracia e da competição saudável. Hoje somente se elege quem se compromete com projetos de interesse alheios a causa publica, fazendo com que a corrupção chegue num estágio catastrófico, onde fica cada vez mais difícil identificar corruptos e corruptores. Os recursos advindos de empresas e empresários, de forma licita e ilícita, passou projetar os eleitos, que ficam  comprometidos com benesses e facilidades desiguais para a vida da livre concorrência. Aquele que rezar somente pela cartilha de honestidade e ética esta fora do jogo. No agora, aqui no Brasil a economia, o dinheiro, é que faz a politica.

Quebra de paradigma
Num primeiro momento a explanação da teoria de que a politica manobra a economia, é considerada como aceitável pela maioria, mas sempre surgem fatos que podem alterar esta realidade, quebrando este paradigma. Desde o mês de maio, quando o presidente Temer escapou de uma primeira denuncia, parece que o mercado passou a desconhecer fatos, delações, denuncias e movimentos que incriminam políticos e gestores do poder. De lá para cá os principais agregados econômicos passaram a ter um desempenho diferenciado da situação politica onde a crise continua. A politica vai de mal a pior, mas a economia esta conseguindo aos poucos respirar ares mais favoráveis. São indicadores que mostram que a recessão acabou, o PIB começou a crescer, a inflação esta baixa e contida, o juro continua caindo e o desemprego começa a diminuir. A indústria antes amordaçada recomeça a produzir, com sinais claros de novos investimentos. Destaque para o setor automobilístico, altamente dinâmico, que vai fechar um ano com dados positivos. A confiança dos empresários, após o soco da crise politica, volta aos níveis de 2014. O Índice de Confiança calculado pela FGV indica que a recuperação da economia ganha força, deixando de lado os ruídos políticos. Olhando os níveis favoráveis da bolsa de valores, organismos sensível a fatos e acontecimentos repentinos e bombásticos, é possível perceber que o cenário mesquinho da politica e politicagem esta deixando de combalir os fenômenos econômicos. Nesta guerra entre politica e economia a vitória esta mais para o lado da economia, o que é muito bom para um país que necessita crescer. Tomara que os agentes econômicos continuem acreditando e trabalhando pelo Brasil e desconsiderem o andar vergonhoso dos políticos. Se eles levassem em conta a crise politica a recessão teria continuado.
Graças a Deus o paradigma foi quebrado!

Pense
Toda manhã você tem duas escolhas, continuar dormindo com os sonhos ou levantar e persegui-los.

Dados de 07/10/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – setembro  de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.737,53 m2. / variação 12 meses =  5,85%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.427,33 m2. / variação 12 meses = 5,74%
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,55

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - setembro de 2017
IGP–M (FGV) =  0,47%  / acumulado 12 meses  -1,45%
INCC-M ( FGV)  =  0,14% / acumulado 12 meses = 4,13 %

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual, corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês set.) + 4,13% (INCC-M) = Novo valor (out) = R$ 208,26

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – outubro.

06 e 07 = 0,50%      08 e 09 = 0,46%

 

         
Taxa Selic = 8,25 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.


Salvo erros de grafia.

Por farrapo.rs

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