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  Mundo

Para-brisa de avião se rompe e copiloto é sugado para fora da cabine

Por Jornal O Sul
15/05/2018 15:44
 

Foto: Reprodução

O copiloto de um avião da companhia aérea chinesa Sichuan Airlines foi parcialmente sugado para fora da aeronave depois que parte do para-brisa se rompeu. O voo 3U8633 fazia o trajeto entre a cidade chinesa de Chongqing e Lhasa, no Tibete, mas acabou realizando um pouso de emergência em Chengdu, no Sudoeste da China, segundo um comunicado das autoridades da aviação civil do país asiático.

O piloto Liu Chuanjian, chamado de herói depois de ter pousado o Airbus A319 manualmente, disse que a aeronave havia acabado de alcançar a altitude de cruzeiro de 32 mil pés quando o vidro se rompeu, com um som ensurdecedor.

A cabine perdeu pressão e temperatura, e parte do para-brisa direito se rompeu. “Não houve um sinal de alerta. De repente, o vidro se rompeu e fez um barulho imenso. Em seguida, vi meu copiloto sugado metade para fora da janela”, afirmou Liu.

“Tudo no cockpit estava flutuando no ar. A maior parte dos equipamentos não funcionava direito e eu não conseguia ouvir o rádio. O avião estava balançando tão forte que eu não conseguia ler os medidores”, explicou.

O copiloto estava usando cinto de segurança quando o incidente ocorreu. Ele sofreu arranhões e uma torção no punho. Uma comissária de bordo também ficou ferida. Nenhum dos 119 passageiros se machucou.

A agência francesa de investigação de acidentes aéreos e a Airbus irão enviar equipes para investigar o caso na China. “A tripulação estava servindo café da manhã quando a aeronave começou a balançar. Não sabíamos o que estava acontecendo e entramos em pânico. As máscaras de oxigênio caíram. Experimentamos alguns minutos de queda livre até que se estabilizou de novo”, disse um passageiro que não se identificou. “Ainda estou nervoso. Não ouso tomar aviões mais. Mas também estou feliz de ter escapado”, prosseguiu.


Processo

Familiares das pessoas que morreram após a queda do voo 804 da EgyptAir, em maio 2016, estão processando a Apple por participação na tragédia, que vitimou 66 passageiros e tripulantes.

De acordo com o site TMZ, as investigações a respeito do acidente revelam que um iPhone pertencente ao piloto teria pegado fogo e iniciado o incêndio responsável pela queda da aeronave no mar Mediterrâneo. Para os familiares das vítimas, há indícios suficientes para apontar a Apple, fabricante do celular, como a responsável pela situação.

“Não fomos contatados por nenhuma autoridade que esteja investigando esse evento trágico. Nós não vimos os relatórios, mas entendemos que não há evidências para vincular esse evento aos produtos da Apple. Se os investigadores tiverem perguntas para nós, é claro que ajudaremos de qualquer maneira que pudermos. Testamos rigorosamente nossos produtos para garantir que eles atendam ou excedam os padrões internacionais de segurança”, explicou a fabricante em um comunicado.


Por Jornal O Sul

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