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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: FMI e o Brasil

Por farrapo.rs
29/10/2018 16:39
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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Segundo o documento Perspectiva  Econômica Mundial, o FMI realizou previsões para o crescimento  do Brasil para este ano e para 2019. Em julho era projetado um crescimento econômico de 1,8% para este ano e agora caiu para 1,4%, sendo esta uma das maiores quedas feita pelo FMI. É bom lembrar que em abril o fundo dizia que o crescimento seria de 2,3%. Para 2019 o numero ficou praticamente o mesmo,  de 2,5% em julho caiu para 2,4%. O argumento usado para estes novos números ficam por conta da greve dos caminhoneiros, indefinições internas e as condições financeiras externas mais apertadas. Afirmam que em médio prazo, 2023, a taxa de expansão da economia brasileira pode alcançar 2,2%. Em parte estes números são corroborados na ultima pesquisa Focus, do Banco Central, onde os economistas do mercado financeiros projetam um PIB de 1,34% para 2018 e 2,5% para 2019. Da para ver que tanto o pessoal daqui como os de lá, esperam que nos próximos cinco anos a corda continue ensaboada.

FMI e o mundo
Neste mesmo relatório o FMI reduziu o crescimento mundial em -0,2% fixando em 3,7% tanto para 2018 e para 2019 e citou que isto é consequência da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Trump acusa os chineses de práticas comerciais desleais e impôs taxas as importações de produtos Made China e aí os chineses deram o troco na mesma moeda, colocaram taxas nos produtos USA. O crescimento da economia americana permanece em 2,9% para 2018 e  cai -0,2% em 2019 e o chinês cai de 6,6% este ano para 6,2% em 2019. Segundo o fundo a disputa comercial entre as duas maiores economia do mundo impactará negativamente nestes países, no mundo como um todo e principalmente nos países emergentes.
A Zona do Euro cresce 2% este ano, o Japão 1,1% e o Canadá 2,1%. É citado como destaque o crescimento robusto da economia americana estimulada pela reforma tributária realizada que provocou uma queda de impostos. Isto esta a indicar novo aumento do juro americano e aí mais saída de dólares dos emergentes.

FMI e América Latina
As previsões para a American Latina também foram revisadas para baixo, ficando em 1,2% com -0,4% para 2018 e 2,2% com menos 0,2% para 2019. Destaque para a grave situação da Venezuela que dever apresentar uma recessão de -18% em 2018 e uma inflação de 1.350.000%. No mesmo viés negativo o destaque é a difícil situação da Argentina que enfrenta uma profunda crise monetária, mergulhando a economia numa recessão nos próximos anos. Este crescimento de tensões comerciais e dificuldades econômicas e financeiras em alguns países aumentam a incerteza, abatendo a confiança empresarial e dos mercados, freando os investimentos. Na verdade a economia mundial, apesar do bom crescimento da maior economia do mundo, enfrenta um momento obscuro onde ninguém sabe com certeza os rumos que estas dificuldades e desavenças podem tomar. Uma coisa é certa, num mundo globalizado, que hoje já começa a ser discutida, toda e qualquer tendência negativa afeta a todos de uma determinada maneira e principalmente as economias mais enfraquecidas, subdesenvolvidas e emergentes.

Crescimento verde
Os economistas americanos Willian Nordhaus e Paul Romer receberam o Nobel da Economia deste ano.
Eles desenvolveram métodos que abordam os desafios do crescimento econômico com a preservação da natureza. É uma união e interação de clima, inovação e economia. Entendem que é possível um crescimento econômico sustentável em longo prazo juntamente com o bem-estar da população e do planeta. Esta teoria é tudo que o mundo precisa, mas o que se esta vendo é ainda a ânsia desmensurada pelo lucro que sepulta e destrói o meio ambiente com influencias negativas na vida e no clima. O crescimento da China aniquila a natureza devido o alto grau de poluição que proporciona e agora a chegada de Trump ao poder, produziu a retirada dos EUA do acordo climático de 2017. Ele deu a entender que em primeiro lugar vai pensar na economia relegando ao segundo plano e meio ambiente. Os economistas premiados dizem que “muitos acreditam que a proteção ao meio ambiente é tão cara e difícil de realizar que preferem ignorar o problema, ou inclusive negar a sua existência”.  A discussão entre crescimento econômico e meio ambiente é antiga e pouco tem evoluído, mas quem sabe com estas novas teorias premiadas surgem uma maior consciência e principalmente potencialize ações no sentido de diminuir os problemas decorrentes. As gerações futuras merecem mais reflexão e posicionamento sobre o assunto. Quem viver, verá!

Pense
Duvide do que vem fácil. Não desista do que é difícil.

Indicadores de Confiança                                   
Dados de 10/10/2018

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 954,00 -  R$ 31,80 p/ dia e R$ 4,33 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.196,47/ 1.224,01/ 1.251,78/ 1.301,22/ 1.516,26

Construção Civil – setembro de 2018.
CUB/RS – Sinduscon/RS 
Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.814,39 m2. / variação 12 meses = 4,54 %
Residência Multifamiliar (normal) – R$  1.503,44 m2. / variação 12 meses = 5,33%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
Brasil = R$ 1.185,88m2  /  variação  12 meses = 4,21%
Rio Grande do Sul = R$ 1.170,57 m2  /  variação 12 meses = 3,61 %
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
Pedreiro = R$ 7,16/h
Servente = R$ 5,76/h

Taxas de Inflação – Índices de Preços – setembro de 2018
IGP–M (FGV) = 1,52%     /  acumulado 12 meses = 10,04%
INCC-M ( FGV)  =  0,17% / acumulado 12 meses = 3,86%
IPCA (IBGE)  =  0,48%  /  acumulado 12 meses  =  4,53%
INPC (IBGE)  =  0,30%  /  acumulado 12 meses  =  3,97%.

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês set.) + 10,04% (IGPM) = Novo valor (out) = R$ 220,08

         
Taxa Selic = 6,50 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TLP) = 6,56% a.a.

Salvo erros de gráfia.


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