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Gastos atípicos no seguro DPVAT chegam a R$ 1 bilhão, aponta auditoria

14/01/2020 09:20
 

Foto: Reprodução

Uma extensa lista de inconsistências financeiras e administrativas no seguro DPVAT foi levantada em uma auditoria da consultoria KPMG na Seguradora Líder, que administra o seguro. Constam despesas sem comprovação, gastos excessivos no pagamento de advogados, compra um veículo usado pela esposa de um ex-diretor da empresa, entre outros.

O levantamento, encomendado em 2017 e foram avaliados documentos da seguradora de 2008 a 2017. O relatório final conta com mais de mil páginas.

Em 2015, o DPVAT foi alvo da Operação Tempo de Despertar, que emitiu 41 mandados de prisão e determinou o afastamento de 12 servidores públicos por fraudes no pagamento de indenizações. Na sequência, em 2016, houve uma CPI para apurar o seguro obrigatório. Em 2018, outra auditoria, desta vez do Tribunal de Contas da União, também apontou fraudes na gestão.


Nota


A Seguradora Líder divulgou uma nota afirmando que esclarece aquilo que é possível dentro dos limites de conhecimento da sua administração. A empresa disse que, no segundo semestre de 2016, e por sua exclusiva iniciativa, contratou uma consultoria internacional de renome para a realização, “de maneira absolutamente isenta e independente, de um amplo e minucioso trabalho de auditoria de suas operações”.

“Em 2017, com a entrega do relatório sobre a análise documental, foram adotadas todas a medidas administrativas e de compliance cabíveis, alinhadas com os valores de retidão e transparência que norteiam a administração da Seguradora Líder”, afirmou.

Com informações do Jornal O Sul

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