Saúde

Fonoaudióloga Liara Ragagnin fala sobre cuidados com audição no verão

Confira os cuidados com a audição no verão, época em que aumenta a frequência em piscinas e praias

Por Eduardo Schneider
17/01/2020 14:28
 

Fonoaudióloga Liara Guterres Ragagnin (Foto: Eduardo Schneider/Farrapo)

Durante o verão, é normal que a frequência do uso de piscinas e de visitas à praia aumente. O maior contato com a água pode fazer crescer as chances de infecções no ouvido, por isso é preciso redobrar os cuidados nesta época do ano.

Segundo a fonoaudióloga Liara Guterres Ragagnin, as infecções no ouvido acontecem porque a umidade pode modificar o revestimento do canal auditivo diminuindo a proteção do local.

“Para evitar infecções, é preciso secar bem os ouvidos após nadar, mergulhar ou após o banho. É recomendado usar apenas uma toalha de papel ou mesmo papel higiênico. Além disso, evite nadar e mergulhar em águas poluídas”, recomenda.

Nos casos que envolvem nadadores com otite externa recorrente, a dica é que não se esqueçam dos protetores auriculares e de secar bem os ouvidos:

“Estes tampões são da marca Signia/Siemens e fizemos no consultório. Há várias opções feitas de silicone, que podem ser transparentes ou coloridas, essa é uma forma personalizada de bloquear o canal auditivo e não permitir a entrada de água”, afirma Liara.


Mas e o que fazer quando a água entra no ouvido?


De acordo com Liara, o conduto auditivo é estruturado de forma a evitar a entrada de líquidos. Além da formação sinuosa, a cera presente no ouvido externo dificulta a passagem da água, protegendo as estruturas internas.

“Então, caso você esteja com água no ouvido não tente colocar o secador junto da orelha, pingar álcool ou vinagre e nem inserir cotonete na cavidade auditiva. Nada disso vai resolver a situação, muito pelo contrário, pode gerar lesões graves e aumentar o risco de infecções”, alerta.

Sendo assim, a dica da fonoaudióloga é a seguinte: “Incline a cabeça lateralmente e mexa a orelha afetada para frente e para trás. A ideia aqui é fazer com que a água desça usando apenas a ação da gravidade. Outra estratégia é tapar a boca e o nariz e, ainda com a cabeça inclinada, dar alguns pulos”.

Caso nenhuma das duas situações faça a água sair, é preciso procurar um médico otorrinolaringologista. Ele vai analisar o problema e identificar tratamentos específicos para resolvê-lo. Entre eles está o processo de lavagem e o uso de anti-inflamatórios.


Entrada de sujeiras


Assim como o excesso, a falta de cerume também causa problemas ao ouvido. Isso gera sintomas como coceira e sensação de orelha seca. Além do mais, o canal auditivo fica livre para a entrada de sujeiras, objetos e outras matérias.

Desse modo, a limpeza auditiva só deve ser feita no caso de acúmulo de cera e, preferencialmente, por um médico especializado. “A dica para este caso é que não utilize hastes flexíveis/cotonetes ou outros objetos pontiagudos dentro do ouvido, pois eles podem causar perfuração do tímpano. Além disso, é possível que empurrem a secreção mais para dentro do canal auditivo, bloqueando a passagem do som. Outros métodos populares, também são contraindicados e podem causar sérios problemas”, disse Liara.


Cuidados extras para quem usa aparelho auditivo

Nesta época do ano, usuários de aparelhos auditivos precisam tomar cuidados extras para a manutenção adequada da prótese auditiva. Uma das orientações mais importantes e que deve ser seguida à risca durante o ano todo é não molhar o aparelho auditivo.

“O contato com a água pode danificar os componentes eletrônicos. Alguns equipamentos são resistentes à água, mas apenas em caso de chuva ou respingos, e não em contato contínuo com a água”, enfatiza Liara.

Outras dicas para preservar o funcionamento do aparelho auditivo são mantê-los longe da umidade, não expor o aparelho ao calor, jamais deixar em lugares onde exista exposição solar extrema e remover os aparelhos auditivos antes de tomar banho.

“O uso do desumidificador ou da sílica são importantes, pois retiram toda umidade, cera, o mau cheiro e bactéria que podem estar presentes no aparelho auditivo”, destaca a fonoaudióloga.


Mais informações

Liara Guterres Ragagnin (CRFª7-4841) completa 29 anos de atuação na Fonoaudiologia em Caçapava do Sul em 2020. Se necessário, agende sua consulta junto à Clínica Médica, Rua Benjamin Constant, 504, telefone: (55) 3281 2369.


Por Eduardo Schneider

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